Trace Hub Forensics

    Como Provar Assédio e Cyberbullying na Internet

    Tipologia, leis aplicáveis, urgência da preservação, ata notarial vs dossiê forense e o passo a passo para usar como prova em ação cível ou criminal.

    Por Roberto Marthe Junior·Policial Civil · Especialista em Investigação Digital e Inteligência··8 min de leitura

    Tipos de assédio digital e qual lei se aplica

    Cyberbullying e assédio escolar: Lei 13.185/2015 (Programa de Combate à Intimidação Sistemática) e Lei 14.811/2024 (intimidação sistemática como crime, art. 146-A do CP).

    Importunação sexual digital: CP art. 215-A.

    Stalking/perseguição: CP art. 147-A (Lei 14.132/2021).

    Ameaça: CP art. 147.

    Crimes contra a honra (calúnia, difamação, injúria): CP art. 138 a 140.

    Violência psicológica contra a mulher: Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) + Lei 14.188/2021 (art. 147-B do CP).

    Invasão de dispositivo (Lei Carolina Dieckmann): CP art. 154-A.

    Pornografia de vingança: Lei 13.718/2018.

    Por que prints são frágeis como prova

    Print é arquivo de imagem editável. A defesa quase sempre alega adulteração — basta uma análise pericial superficial para gerar dúvida razoável.

    Sem hash, sem timestamp confiável e sem origem documentada, o print serve no máximo como indício, não como prova plena.

    Em casos de assédio, isso é especialmente perigoso: o agressor frequentemente apaga conteúdo logo após a denúncia, e a vítima fica só com prints contestáveis.

    🚨 Isso aconteceu com você?

    Se você se identificou com alguma situação descrita acima, saiba que milhares de pessoas passam pelo mesmo — e que existe uma saída.

    Urgência da preservação

    Plataformas (Instagram, Facebook, X, TikTok) podem remover conteúdo em horas — seja por denúncia da própria vítima, do agressor ou por moderação automatizada.

    Mensagens privadas (WhatsApp, Direct, DM) somem se a conta for excluída.

    O ideal é materializar o conteúdo no mesmo dia em que é detectado.

    O Trace Hub permite materialização imediata, gerando hash SHA-256 e timestamp em blockchain — mesmo que o conteúdo original suma minutos depois, a prova está preservada.

    Ata notarial vs dossiê forense digital

    Ata notarial: instrumento clássico de fé pública. O tabelião certifica o que vê na tela. Custo: R$ 200 a R$ 1.500 por ata. Prazo: 1 a 5 dias úteis. Limite: cada nova evidência exige nova ata.

    Dossiê forense Trace Hub: hash SHA-256 + blockchain + cadeia de custódia automatizada. Custo: a partir de R$ 0 (degustação) ou R$ 0,80 por evidência nos planos pagos. Prazo: minutos. Sem limite operacional.

    Validade jurídica: ambos são aceitos. A ata tem fé pública adicional; o dossiê tem rigor técnico superior. Em casos críticos, combine os dois.

    🤔 Você ainda tem os dados do golpista?

    Número de telefone, perfil em rede social, chave Pix — qualquer dado pode ser o ponto de partida para descobrir quem é o criminoso.

    Passo a passo com o Trace Hub

    1. Cadastre-se em www.trace-hub.com.

    2. Use o módulo "Materialização de Página Web" para capturar perfis e publicações ofensivas — gera PDF com hash SHA-256 e timestamp em blockchain.

    3. Use o módulo "WhatsApp" para preservar conversas (export oficial ou prints com EXIF).

    4. Para identificar o agressor anônimo, crie um link de rastreio (template apropriado) e envie em canal natural.

    5. Reúna tudo num único dossiê PDF — pronto para anexar à petição.

    O que fazer com o dossiê

    Boletim de Ocorrência: levar o PDF impresso ou em mídia (pendrive). O delegado anexa ao inquérito.

    Ação cível: tutela de urgência para remoção do conteúdo (Marco Civil art. 19), pedido de quebra de sigilo telemático e indenização por danos morais.

    Ação penal: representação no caso de crimes de ação pública condicionada (ameaça, importunação sexual) ou queixa-crime nos crimes contra a honra praticados por particular.

    Medida protetiva (Lei Maria da Penha): proibição de contato, afastamento do agressor das redes — o juiz concede em até 48h com base no dossiê.

    Próximo passo

    Página dedicada a advogados: /para-advogados.

    Para entender o procedimento técnico do hash: cadeia-de-custodia-prova-digital-o-que-e.

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    Como o Trace Hub ajuda na sua investigação

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    RM
    Sobre o autor

    Roberto Marthe Junior

    Policial Civil · Especialista em Investigação Digital e Inteligência

    Desenvolvedor do Nebula (software de inteligência para forças de segurança do Brasil) e do Trace Hub. Bacharel em Sistemas de Informação (Uniso, 2002) e Direito (Anhanguera Sorocaba, 2022). Atua em Sorocaba/SP.

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