Trace Hub Forensics

    Como Rastrear o IP de um Golpe pelo PIX

    Guia prático para vítimas e delegados: por que o IP é a evidência mais perecível, como criar um link de rastreio e como instruir o inquérito policial com o relatório forense.

    Por Roberto Marthe Junior·Policial Civil · Especialista em Investigação Digital e Inteligência··7 min de leitura

    Como funciona o golpe pelo PIX

    O criminoso entra em contato pelo WhatsApp ou rede social, se passa por banco, conhecido ou empresa, e induz a vítima a fazer um PIX para uma conta de "laranja". Em minutos, o dinheiro é fragmentado entre dezenas de contas e some.

    A polícia consegue rastrear a movimentação financeira — mas isso leva semanas e raramente identifica o autor real. Quem opera o golpe usa contas de terceiros aliciados, o que protege o cabeça da quadrilha.

    O caminho mais curto para chegar ao autor é técnico: identificar o IP de quem operou os contatos, cruzar com a operadora e localizar o terminal real.

    Por que o IP é a primeira evidência

    Diferente da movimentação bancária (que pode ser obtida por ofício do delegado), o IP é descartado rapidamente. O Marco Civil da Internet obriga provedores a guardar registros por apenas 1 ano — e operadoras móveis frequentemente entregam menos.

    Sem o IP coletado a tempo, mesmo que a quebra de sigilo bancário identifique o titular da conta, ele dirá que foi usado, e a investigação trava. Com o IP capturado em tempo real e a hora exata do acesso, a operadora aponta o terminal — fim da linha do golpista.

    🚨 Isso aconteceu com você?

    Se você se identificou com alguma situação descrita acima, saiba que milhares de pessoas passam pelo mesmo — e que existe uma saída.

    O que é um link de rastreio forense

    É um link curto (ex.: tracehub.app/r/xY9k2) que, ao ser clicado, captura silenciosamente: IP público, geolocalização aproximada por IP, fingerprint do dispositivo (modelo, OS, navegador, fuso horário, idioma), e — quando o usuário autoriza — GPS preciso.

    O link não baixa nada, não instala nada e não é detectado por antivírus. Para o golpista, é apenas mais uma URL: comprovante de PIX, vídeo, foto, "atualização do banco". Para o investigador, é uma armadilha técnica perfeitamente legal — afinal, foi o próprio criminoso quem decidiu clicar.

    Cada captura recebe hash SHA-256 e timestamp ancorado em blockchain, gerando um relatório admissível como prova.

    Passo a passo no Trace Hub

    1. Cadastre-se gratuitamente em www.trace-hub.com.

    2. No dashboard, escolha o template "Comprovante de PIX" ou "Atualização do banco".

    3. O sistema gera um link curto. Envie ao golpista no mesmo canal em que ele te contatou (WhatsApp, Telegram, Instagram).

    4. Quando ele clicar, você recebe notificação imediata com IP, geolocalização, dispositivo, hora exata e fingerprint completo.

    5. Baixe o relatório forense em PDF — pronto para anexar ao boletim de ocorrência.

    🤔 Você ainda tem os dados do golpista?

    Número de telefone, perfil em rede social, chave Pix — qualquer dado pode ser o ponto de partida para descobrir quem é o criminoso.

    O que fazer com o relatório

    Vítima: leve o PDF à delegacia ao registrar o B.O. (presencial ou eletrônico). O documento já vem com hash, cadeia de custódia e instruções para o delegado.

    Delegado: o relatório serve como evidência inicial para fundamentar requisição de quebra de sigilo telemático junto ao juiz. Com o IP + data/hora + ASN da operadora, o ofício à TIM/Vivo/Claro/Oi tem chance real de identificação.

    Em casos urgentes (estelionato em andamento, vítima vulnerável), a representação pode pedir medida cautelar de bloqueio das contas e busca dos terminais.

    Continue lendo

    Para entender o que torna o relatório admissível em juízo, veja: cadeia-de-custodia-prova-digital-o-que-e.

    Acesse a página dedicada para delegados em /para-delegados.

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    Cada minuto que passa, o golpista pode apagar rastros, trocar de chip ou movimentar seu dinheiro. Agir rápido faz diferença.

    RM
    Sobre o autor

    Roberto Marthe Junior

    Policial Civil · Especialista em Investigação Digital e Inteligência

    Desenvolvedor do Nebula (software de inteligência para forças de segurança do Brasil) e do Trace Hub. Bacharel em Sistemas de Informação (Uniso, 2002) e Direito (Anhanguera Sorocaba, 2022). Atua em Sorocaba/SP.

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